C. G. Jung
Em nosso ser há sentimentos que negamos então os escondemos, de nós mesmos e dos outros. Por serem sentimentos que não agradam a estética moral da mente social, optamos por mantê-los nas sombras em sua maior parte, até de nós mesmos. Não tomamos consciência desses sentimentos mas isso não significa que eles não existam e não nos influenciem.
Quando guardamos esses sentimentos e tentamos ocultá-los, eles acabam vazando em comportamentos e acabamos ficando a mercê deles em algumas situações de nosso cotidiano.
-Então numa tentativa de ocultá-los novamente o ego projeta esse sentimento no outro. Fenômeno conhecido como "Projeção da Sombra."
Julgamos nossos sentimentos como muito negativos, esteticamente desprovidos de beleza e graça e então para não sermos julgados pelos outros os guardamos bem fundo dentro de nós. E então, o que acontece?
Assim como uma comida esquecida na geladeira, aquele sentimento irá apodrecer e criar uma "vida" própria, criando uma espécie de "ponto-cego" na nossa consciência onde não conseguimos reconhecer certas características em nós mesmos. Isso cria consequências graves para nós mesmos, acabamos não nos conhecendo totalmente e somos usados por nós mesmos, nos auto-sabotamos em diversas situações em vida.
-Toda a luz projeta uma sombra, não há nada de errado em sentirmos isso. Afinal, quem nunca teve vontade de tomar o que não é nosso? Acabar com a existência de outro ser num momento de raiva? Usar da inocência de outro ser em proveito próprio? Correr de um perigo? Mentir para agradar? Pensar que é melhor que o próximo?
Está em todos nós.
Desde o medo primordial do desconhecido ao sairmos do útero, a culpa e o ciumes do Complexo de Édipo, a vergonha de falhar-mos diversas vezes com nossos pais, a raiva e a frustração de não termos nossos desejos atendidos.
Sentimentos que estão em nós desde nossa infância, criando raízes e enfim brotando em comportamentos que impedem nosso crescimento e evolução.
Para tomar consciência dessa nossa parte negativa é necessário certo nível de maturidade para perceber que toda a vez que apontamos nosso dedo para o próximo em julgamento estamos na verdade julgando a nós mesmos.
Paz e amor
e um tapa na bunda galera!
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