Mas a maioria de nós não sabemos quem nós realmente somos pois nos sentimos envergonhados de sermos quem realmente somos. Crescemos em famílias disfuncionais e nessa sociedade disfuncional e para nos adaptarmos à essa sociedade acabamos criando um falso eu, uma máscara. Máscaras que fazem tão bem o que fazem que às vezes nós mesmos as confundimos com nós mesmos. Isso cria confusão e sofrimentos intensos em nossas vidas pois acabamos baseando nossa relação com o mundo baseados nessas máscaras e não em quem realmente somos.
Então queremos alguém que entenda nossos sentimentos mas nós mesmo não entendemos nossos sentimentos, queremos confiança mas não confiamos em nós mesmos. Queremos honestidade, mas não somos honestos com nós mesmos. Fomos criados nesse programa operacional chamado cultura baseado em referências sociais como "Família é tudo.", "Nada que valha a pena é fácil.", "Azul para meninos, rosa para meninas.", e por ai vai. Isso são partes da programação social feita para nos controlar.
Somos ensinados desde pequenos a pensar que aquilo que vimos, nós não vimos. Aquilo que ouvimos, nós não ouvimos. E o mais importante, aquilo que sentimos nós não sentimos. Uma criança cai no chão e bate a cabeça, todo o interior dessa criança diz que a sua cabeça dói e ela não está bem, seus pais à pegam e dizem "Está tudo bem, foi só uma batidinha.". Nesse momento os pais estão invalidando os sentimentos da criança, fazendo-os acreditar que elas não podem confiar em seu sistema interno de guia. Ela não está bem, mas os adultos dizem que ela está bem e não deveriam estar se sentindo dessa forma.
Se nós não sabemos o que sentimos e quem realmente somos nós não podemos criar um relacionamento verdadeiro baseado em intimidade pois não somos nós nos relacionamento e sim nosso falso eu.
A maioria de nós tem medo de nos questionar o que sabemos, o que achamos que sabemos sobre nós mesmos e sobre o mundo à nossa volta. Sentimos que há uma consequência insuportável caso encontremos uma verdade diferente daquilo que as outras pessoas queiram que nós sejamos.
A maioria de nós não tomamos o risco de sermos quem realmente somos pois não vimos que sermos nós mesmos vale QUALQUER CONSEQUÊNCIA, até mesmo perder nossas famílias e amigos.
É uma encruzilhada que uma hora todos nós nos deparamos ou iremos nos deparar.
Abrace a si mesmo e seja honesto com seu coração.
Namastê brothás and sisters =*
(texto baseado nas lições de Teal: https://www.youtube.com/watch?v=xRsQ4CJEAYo )
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