E lá estou eu de novo no fundo do poço.
Como costumeiramente acontece, a melancolia me pega. E ela acaba comigo, destrói meu mundo, pisa em meus castelos de areia, me deixa jogado à margem da praia coberto de algas.Sei disso, aconteceu algumas vezes antes. Então de um Deus caio à um menino chorando no chão. Machucado, cobrindo minhas próprias feridas com as mãos. Com frio. E sozinho. Como um abismo dentro de mim mesmo, só para mim. E isso se repete, e de novo, e de novo, e de novo. Sempre triste, sempre dolorido, sempre cheio de lições, e lições repetidas. E então chega um momento em que algo acontece. E como uma pele muito cutucada. Como qualquer organismo que opta por viver, surge uma camada. Você fica calejado.
E então você não sente mais.
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